O ser humano vive uma mescla de sentimentos e emoções constantemente, as vezes sem percebê-los. Os sentimentos nos dizem se o que estamos experimentando é alegre, triste, ameaçador, doloroso, etc... Assim, nos tornamos humanos. São através dos sentimentos que vivemos e nos conscientizamos do mundo. Na verdade, os sentimentos tem uma linguagem própria e é a maneira pela qual nos relacionamos conosco mesmos e com os outros. Parafraseando David Viscott "Quando perdemos contato com nossos sentimentos, perdemos contato com nossas qualidades mais humanas". A emoção exige explicações muito mais amplas do que as que são possíveis pela reflexão consciente sobre a situação. Uma determinada situação pode emergir sentimentos diferentes em cada pessoa e, em algumas, pode mudar de uma hora para outra. Então, a causa de uma emoção pode ser muito diferente das razões que oferecemos a nós mesmos e aos outros como justificativa para o fato. Já sabemos que observadores externos avaliam com uma exatidão muito maior o verdadeiro estado emocional de uma pessoa do que ela mesma. Bom, segundo Joseph LeDoux "As emoções as vezes podem ser confusas"... "... A avaliação do significado emocional dos acontecimentos em nossa vida e a expressão de condutas emocionais como resposta a essas avaliações, não dependem da consciência ou mesmo dos processos aos quais temos necessariamente acesso consciente". A verdadeira causa de uma emoção não são necessariamente estímulos presentes num dado momento, mas sim a interação destes e de um histórico causal armazenado na memória. Por exemplo, quando um pai explode com seu filho sem racionalizar a intensidade de seu comportamento, ele pode justificar dizendo que o filho estava errado, mas seu descontrole, em grande parte, pode ser devido a um dia difícil ou mesmo em relação ao tratamento que ele recebeu dos pais dele. E é nesse momento, que eu digo, que não temos plena consciência dessas outras influências. O interessante é que todos podemos aprender a guiar as nossas emoções de forma criativa, quando consciente delas. Quando aprendemos a controlar nossas emoções, estamos sendo fiéis ao Eu verdadeiro que desejamos expressar. Podemos fazer as opções corretas, seguirmos com a nossa vida, em vez de sermos atrapalhados ou imobilizados pelos nossos altos e baixos emocionais.
sábado, 12 de dezembro de 2009
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